Diretor: Edélcio Vigna.
Elenco: Ana Carolina, Fernando Pessoa, Fernando Sousa e Mary Abrão.

Grupo de Teatro Scrachados

O Grupo Teatro Scrachados (GPS) trabalha o método de atuar focado na pessoa. Herda o despojamento de Grotowski, o distanciamento crítico de Brecht, a violência simbólica de Artaud e não descarta o naturalismo de Stanislavski. Teatro liquidificador. Bem vindo ao nosso mundo.















terça-feira, 16 de março de 2010

Em busca de Atores e Atrizes


Os Scrachados estão começando novas duas montagens para 2010.
Se você gosta e tem vontade de fazer teatro entre em contato conosco.
Não precisa ser formado em artes cênicas ou ter experiência.
Só exigimos pontualidade nos ensaios das tardes de sábados.

Anote nosso email: scrachados@gmail.com

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Antunes Filho, o maior diretor de teatro

Quem não conhece Antunes, não conhece teatro. Veja um pouco do que ele criou e como criou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Visão ideológica de Avatar


"Avatar" já faturou mais de um bilhão de dólares e pode ser o recorde de bilheteria de todos os tempos. É um filme cheio de efeitos visuais para impressionar quem gosta de sessão da tarde. Na maravilhosa da floresta encantada dos homens/mulheres azuis esconde-se uma mensagem poderosa: o mundo unimultipolar só possui polaridades porque o poder ainda é uno.

Depois do filme fiquei convencido que o poder da mídia e da imbecilidade constrói os mitos contemporâneos. A trama do filme é de uma pobreza infinita. Dois povos, os da Terra e os do Planeta Pandora, se enfrentam. Os terráqueos, para variar, estão em crise energética e precisam de um minério que só existe em Pandora, onde vivem os Navi (referência à esperança que ficou no fundo quando foi aberta a caixa de Pandora). Para explorar o minério os terráqueos terão que praticamente destruir o planeta.

O herói rapaz paraplégico cheio de amor para dar (seqüela de guerra) e o Vilão, uma mescla de ogro com sargento do BOPE, ambos norte-americanos. Duas faces da mesma moeda. Yin e Yang. É ridículo ver a preocupação do mocinho em salvar os bárbaros azuis. Assim como é cretino ver o vilão vociferar contra os que opõem ao saque mineral. O compreensivo acelera a ira do repressivo. É estopim da destruição.

O cenário não poderia ser mais significativo: um planeta ecológico e espiritualmente equilibrado, habitado harmonicamente por tribos diversas. As criaturas têm relações íntimas com a natureza. Um éden zen-budista. É um gozo sem pecado. “A menor recompensa para aqueles que se encontram no paraíso é um átrio com 80.000 servos e 72 esposas, sobre o qual repousa um domo decorado com pérolas, águas-marinhas e rubis, tão largo quanto a distância entre Al-Jabiyyah e Sana’a”, tal como se lê no Livro de Sunan, volume IV (livro sagrado do Islamismo).

O espírito da natureza é representado por uma árvore milenar - parece uma sequóia gigante – que domina todas as relações. Esta árvore é o alvo do vilão. Ele quer desmatar, passar o trator por cima. Detonar. O herói, que se transveste por programa de realidade virtual em Navi para espionar, vai se convertendo em um aliado dos azuis, encantado pela filha do chefe – tinha que ser a filha do chefe! Será o grande estrategista da luta entre o bem e o mal norte-americano.

É claro que o bem vence, como venceu o Vietnã, Haiti, El Salvador, Afeganistão, Líbano, Panamá, deixando um rastro de destruição e morte. O herói é tão herói que a natureza exótica conspira para ressuscitá-lo. O morto revive como azul para felicidade da filha do chefe, quem no futuro vai substituir. A harmonia está garantida por aquele que veio de fora.

Os norte-americanos esqueceram rápido os “filhos da vergonha”. Os órfãos por rejeição do Vietnã. Os abandonados em tantos outros cantos do planeta quantas foram as invasões. Eles chegam à Pandora não como esta gente mágica que se chamam de ciganos, mas como predadores do futuro. O herói não é cigano, nem negro, nem hispano-americano, nem judeu, é um típico norte-americano de classe média. Daqueles que pregam bandeira na porta de casa, que montam árvore de Natal e adoram futebol americano com hot-dog.

Avatar veio para reafirmar que o mundo é unipolar. Se houver outros mundos, os heróis de Hollywood vão se transformar em um deles e garantir a unipolaridade planetária. Jamais o herói poderia ser criado em Bollywood, apesar de ter superado Hollywood em número de produções cinematográficas e os indianos serem os mais capacitados na criação de programas visuais.

Avatar não poderia ser produzido na Índia porque no hinduísmo “avatar” é a encarnação de uma divindade sob a forma de um homem ou de um animal, Krishna também é azul. Não poderia ter nascido na China, pois Buda obteve a iluminação sob a árvore bodhi, que simboliza todas as árvores. Não poderia ter nascido no Brasil porque já temos Macunaíma e Jesus de Belém. Seu berço teria que ser em uma nação guerreira, que auto-representa todos os países, que assume a missão de guardião da liberdade.

Este filme é dirigido para crianças e adolescentes, que são abduzidos pela fantasia. É dirigido, também, à população de tolos que abundam este planeta.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tomasaburo


Um dos mais importantes atores do teatro Kabuki.
Vejam a obra prima:

http://www.youtube.com/watch?v=B4yLajfdTxQ

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Livros Básicos e Necessários


MINHA VIDA NA ARTE
Konstantin S. Stanislavsky
Editora Bertrand Brasil, 1989


A PREPARAÇÃO DO ATOR

Konstantin S. Stanislavsky
Editora Civilização Brasileira, 1999

A CRIAÇÃO DE UM PAPEL
Konstantin S. Stanislavsky
Editora Civilização Brasileira, 1999

A CONSTRUÇÃO DA PERSONAGEM
Konstantin S. Stanislavsky
Editora Civilização Brasileira, 2001


A EXPERIÊNCIA VIVA DO TEATRO

Eric Bentley
Jorge Zahar Editor, 1967

O TEATRO LABORATÓRIO DE JERZY GROTOWSKI (1959/1969)
Jerzy Grotowski
Editora Perpectiva, 2001

A TERRA DE CINZAS E DIAMANTE
Eugenio Barba
Editora Perpectiva, 2006

TEATRO DIALÉTICO
Bertolt Brecht
Editora Civilização Brasileira, 1967

O ESPÍRITO NA ARTE E NA CIÊNCIA
C.G. Jung
Editora Vozes, 2007


O HOMEM E SEUS SÍMBOLOS

C.G. Jung
Editora Nova Edição, 2008

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Mostrai que mostrai, de Brecht


Entre as diversas atitudes que mostrai ao mostrar como os homens se comportam
Não deve esquecer a atitude de mostrar.
O exercício é o seguinte: antes de mostrar como é que um homem trai ou se torna ciumento, ou fecha um negócio, olhe para o espectador dizendo: agora atenção, este homem vai trair e vai trair assim.
Eis como ele se transforma quando o ciúme o assalta, eis o que fez depois de fechar um negócio.
Desse modo, a sua demonstração acompanhará a atitude de mostrar, de proferir o que já está preparado, de finalizar a tarefa, de continuar eternamente.
E assim mostrará que todas as noites você mostra o que quer mostrar, o que já mostrou muitas vezes.
E a sua representação terá qualquer coisa do trabalho do tecelão, qualquer coisa de artesanal.
Que faz parte da demonstração a sua aplicação constante para facilitar a observação.
Para permitir ao espectador o melhor entendimento de cada acontecimento, tornai-o bem visível.
E assim, atraiçoar, fechar um negócio, ter ciúmes, tudo isso passará a ser uma função quotidiana como qualquer outra: comer, dizer bom-dia ou trabalhar.
(Por que você trabalha o ato de mostrar, não é verdade?)
E por trás dos seus personagens, você permanece visível como aqueles que você apresenta.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009