Diretor: Edélcio Vigna.
Elenco: Ana Carolina, Fernando Pessoa, Fernando Sousa e Mary Abrão.

Grupo de Teatro Scrachados

O Grupo Teatro Scrachados (GPS) trabalha o método de atuar focado na pessoa. Herda o despojamento de Grotowski, o distanciamento crítico de Brecht, a violência simbólica de Artaud e não descarta o naturalismo de Stanislavski. Teatro liquidificador. Bem vindo ao nosso mundo.















quinta-feira, 21 de outubro de 2010

TIERRA SIN MAL



Tierra sin Mal un lugar accesible a los vivos, un lugar donde, “sin pasar por la prueba de la muerte” se podía ir en cuerpo y alma.
Tierra sin Mal, ese lugar privilegiado, indestructible, donde la tierra produce por si misma sus frutos y donde no hay muerte.
Allí estaba el significado por el cual elegí ese nombre, ¿A cual tierra perteneces?, ¿Cuál es tu Tierra sin Mal?


Buscar, remitirse, encaminarse hacia ese norte que determine tus actos, realizarse en la tierra de todos y de nadie, tomar posesión de lo que es tuyo, de lo que se te fue dado. El Proyecto Tierra sin Mal es un encuentro de culturas, de personas, de formas de vida, vive y construye tu propia cultura de acuerdo a tu propia vivencia cotidiana.

Nada é impossível de mudar/Exceção e a regra - Bertold Brecht







Desconfie do mais comum.

Examine o que parece habitual.

Não aceite o óbvio como coisa natural, pois em tempo de desordem, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

Estranhe o que não for estranho.

Tome por inexplicável o habitual.

Sinta-se perplexo ante o quotidiano.

Trate de achar um remédio para o abuso, mas não se esqueça de que o abuso é sempre a regra.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estrangeirização das Terras do Brasil

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Stultifera Navis – trechos in A história da Loucura, de Foucault


“Aproximem-se um pouco, filhas de Júpiter! Vou demonstrar que o único acesso a sabedoria perfeita, a que chamamos a cidadela da felicidade, é através da loucura (Erasmo de Roterdã).”
Mas, este caminho, mesmo quando não leva a nenhuma sabedoria final, mesmo quando a cidadela que promete não passa de miragem e loucura renovadas, esse caminho é em si mesmo o caminho da sabedoria, se for seguido sabendo-se que se trata justamente do caminho da loucura. O espetáculo inútil, os ruídos frívolos, essa algazarra de sons e cores que faz com que o mundo seja sempre essa apenas o mundo da loucura, é preciso aceitá-la, acolhê-la em si mesmo, porém na clara consciência de sua fatuidade, dessa fatuidade que é tanto a do espectador quanto a do espetáculo. É preciso ouvir esse barulho tão seriamente quanto se ouve a verdade, mas com essa atenção ligeira, mistura de ironia e complacência, de facilidade e de secreto saber que não se deixa enganar, com a qual se ouvem normalmente os espetáculos da feira: não com os ouvidos “que servem para ouvir as prédicas sacras, mas aqueles que se prestam, na feira, aos charlatões, aos palhaços e aos bufões, ou mesmo as orelhas de asno que o nosso rei Midas exibiu diante de Deus”.
Aí, de imediato colorido e barulhento, nessa aceitação cômoda que é uma imperceptível recusa, se desenvolve a própria essência da sabedoria. Sub-repticiamente, pela própria acolhida que ela lhe faz, a razão assume a loucura, delimita-a, toma consciência dela e pode situá-la.
“Quem sabe quão imperceptível é a vizinhança entre a loucura, com as joviais elevações de um espírito livre, e os efeitos de uma virtude suprema e extraordinária?”
Em Cervantes ou Shakespeare, a loucura sempre ocupa um lugar extremo no sentido de que ela não tem recurso. Nada a traz de volta à verdade ou à razão. Ela opera apenas sobre o dilaceramento e, daí, sobre a morte. A loucura, em seus inúteis propósitos, não é vaidade; o vazio que a preenche é “um mal bem além de minha prática”, como diz o médico a respeito de Lady MacBeth. Já se tem aí a plenitude da morte: uma loucura que não precisa de médico, mas apenas de misericórdia divina. A alegria suave, enfim encontrada por Ofélia, não a reconcilia com felicidade alguma; seu canto insano está próximo do essencial quanto “o grito de mulher” que anuncia, ao longo dos corredores do castelo de MacBeth, que “a Rainha morreu”. Sem dúvida a morte de Dom Quixote ocorre numa paisagem calma, que se reconciliou no último instante com a razão e a verdade. Mas, será esta repentina sabedoria da loucura outra coisa que não “uma nova loucura que acaba de entrar-lhe pela cabeça?” Equívoco indefinidamente reversível que só pode ser desfeito, em última instância, pela própria morte. A loucura dissipada só pode constituir uma única entidade com a iminência do fim.
Mas, a loucura logo abandona essas regiões últimas em que Cervantes e Shakespeare a tinham situado. E na literatura do começo do século XVII ela ocupa, de preferência, um lugar intermediário: constitui assim antes o nó que o desenrolar, antes a peripécia que a derradeira iminência. Deslocada na economia das estruturas romanescas e dramáticas, ela autoriza a manifestação da verdade e o retorno apaziguado da razão.
Scudéry sabia muito bem disso quando, querendo fazer em sua “Comédia das Comédias” o teatro do teatro, situou de uma vez sua peça no jogo das ilusões da loucura. Uma parte dos comediantes deve representar o papel de espectador e, os demais, o papel dos atores. É necessário, portanto, de um lado, fingir que se toma o cenário pela realidade, a representação pela vida, enquanto na verdade se está representando num cenário real; e, de outro lado, fingir representar e mimar o ator quando se é, na verdade, simplesmente, um ator que representa. Duplo jogo no qual cada elemento é ele mesmo desdobrado, constituindo assim esta troca renovada entre o real e a ilusão que é, ela mesma, o sentido dramático da loucura.
“Não sei que extravagância é essa de meus companheiros, mas ela é tão grande que sou levado a crer que um encanto qualquer lhes rouba a razão, e o pior é que eles estão tentando fazer com que eu a perca e vocês também. Querem me convencer de que não estou em um teatro, de que esta é a cidade de Lyon, de que ali existe uma hospedaria e aqui um palco, onde os comediantes que não somos nós, e que, no entanto somos nós, representando uma Pastoral”.
Nessa extravagância, o teatro desenvolve sua verdade, que é a de ser ilusão. Coisa que a loucura é, em sentido estrito.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra

domingo, 25 de julho de 2010

Cena inicial: Lobos não entram em Labirintos

sexta-feira, 16 de julho de 2010