Diretor: Edélcio Vigna.
Elenco: Ana Carolina, Fernando Pessoa, Fernando Sousa e Mary Abrão.

Grupo de Teatro Scrachados

O Grupo Teatro Scrachados (GPS) trabalha o método de atuar focado na pessoa. Herda o despojamento de Grotowski, o distanciamento crítico de Brecht, a violência simbólica de Artaud e não descarta o naturalismo de Stanislavski. Teatro liquidificador. Bem vindo ao nosso mundo.















quinta-feira, 28 de abril de 2011

Lobos estréiam dia 14 de maio

Agora é prá valer!

"Lobos não Entram em Labirintos" estreiam dia 14 de maio no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul.
Todos os sábados e domingos, às 20h, até 29 de maio.

Preços populares: R$ 10,00 e R$ 5,00.

Apareçam e convidem seus amigos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

“Scrachado” como estilo


O termo “scrachado” começa a se tornar, para nós, um estilo de arte cênica. Não é um método porque não tem definido uma metodologia de trabalho, mas é um comportamento que se pode notar nas montagens do Grupo de Teatro “Scrachados”. Não utilizamos a inflexão de gênero, pois consideramos o termo comum de dois gêneros.

Ser scrachado é criar uma cena com o que se tem à mão. Os assessórios tornam-se principal. Na verdade não há assessórios. Compor um personagem com duas tiras de pano. Um chapéu que passa de cabeça em cabeça define vários ou um só personagem. Um penteado realça a intenção do ator. Uma ginga de corpo. Ser scrachado não é irresponsabilidade, mas saber como desafiar a criatividade do espectador.

O espectador não é passivo. Vai ao teatro para interagir com os atores. Interagir não é chamar os espectadores para o palco, nem deixar que eles tomem lugar em cena. Interagir é provocar a participação espiritual dos espectadores. Promover momentos de simbiose extracorporal. Viver a mesma ilusão como realidade concreta.

Ser scrachado é deixar o espectador relaxado em sua cadeira. Sorrindo com o corpo mole ou tomado por uma tensão estranha que o faz permanecer mudo. É dizer: “ai vai a bola, rebata, por favor, e que seja com força”.

Ser scrachado é ter um respeito pelo desarranjo arranjado. Pela desordem ordenada. Pelo caos padronizado. Não é normatizar, nem ser um arrumadinho bonito. É ter uma personalidade que não se acomoda com a hierarquia. É ter uma atitude criativa que incomode positivamente o outro.

Assim, nos propomos a ser scrachados no teatro que fazemos. Nas cenas que criamos e nas músicas que escolhemos para ambientar nossas peças. É importante ter um estilo, uma marca, um jeito de ser e, o nosso jeito, é assim, scrachado.

sábado, 16 de abril de 2011

Teatro de Graça


O Grupo deverá fazer algumas apresentações de graça em alguns estabelecimentos de ensino, antes de estrear no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul, no dia 14 de maio.

Já enviamos a proposta para o Instituto Cervantes e a UPIS.
Estamos aguardando resposta.

Caso outros estabelecimentos se interessem estamos dispostos a fazer apresentações.

Estas apresentações são importantes para o grupo ganhar ritmo de espetáculo.

Chegar na estreia afinados. Como uma orquestra.

Nada de tocar de ouvido. Todos com a partitura diante dos olhos.

O melhor ao melhor público: o nosso!

terça-feira, 15 de março de 2011

Lobos não Entram em Labirintos

domingo, 6 de março de 2011

"LOBOS" estreiam em Maio no 508 Sul


A peça “Lobos não Entram em Labirintos” estreará no dia 14 de maio, às 20h, no Espaço Cultural Renado Russo (508 Sul). Entrada: R$ 5,00 e 10,00. A peça montada pelo Grupo de Teatro Scrachados e Companhia Nave Cênica, texto e direção de Del Vigna, ficará em cartaz durante os primeiros três fins de semana de maio. A peça retrata a história de um reino decadente contada por um bufão. Elenco: Ana Carol, Del Vigna, Fernando Pessoa, Fernando Souza e Mary Abrão.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Esta peça tem significado?


O grupo conversou sobre o que cada um entendia ser a mensagem da peça "Lobos não entram em Labirintos". Houve discordâncias, mas nada tão contraditório que não pudesse ser ajustado.

Conversamos sobre os personagens, as suas incoerências e o que representavam. Ficou estabelecido que se pode visualizar a peça em duas dimensões: a primeira, a dos personagens; a segunda, a dos atores/atrizes. Cada dimensão tem um sentido próprio, mas criam irrealidade que se completam.

Primeira Dimensão. Não há nenhum personagem da Corte (Rei, Bufão, Rainha e Dama de Companhia) que não é ambicioso. Tudo é uma questão de graduação. Uns menos outros mais. Neste sentido há um jogo pelo poder cuja força motriz é a ambição. Os outros personagens (família de arquitetos, guarda e mensageiro) são elos e informação entre as cenas. Há, também, os personagens simbólicos (Brás Cubas, Coelho da Alice e o Inseto de Kafka) que servem para ampliar o universo de entendimento do público e trazem em si a irrealidade que vai toma conta da peça.

Segunda Dimensão. Entre os atores/atrizes pode-se entender que há uma separação de acordo com os papéis que representam. O Ricardo (Rei) e o Sérgio (Bufão), como protagonistas estão acomodados no status quo. A Clarinha (Rainha), que só aparece em uma cena, é a mais incomodada. A Paty (Dama de Companhia) tem baixa ambição, mas segue a rebelde Clarinha. O Diego (empresário/diretor) é movido pela ambição e pelo lucro. Não se importa com a vida dos atores/atrizes, apenas com a bilheteria. As duas atrizes (Jura e Gil) e o ator (Renato), que interpretam a família dos construtores do labirinto, são indiferentes. Estão voltados para os seus problemas individuais.

Dimensão única. Estas duas dimensões representam realidades diferentes. A primeira é a do desatino, da loucura, da confusão. A segunda é uma face da realidade da vivencia dos grupos de teatro. A precariedade das montagens, os baixos investimentos, ajuda de custo irrisório, a imposição do empresário e do diretor. As duas dimensões se encontram em algum ponto do entendimento. Este espaço pode ser na interpretação de alguns, o universo consciente/inconsciente de uma única pessoa. Em síntese, a peça pode retratar um processo de loucura de uma mente desordenada. Os personagens são todo um só personagem que se duplicam e se confundem. Agridem-se, humilham e se humilham. Matam-se e renascem, para conduzir a peça até o seu final.

Nesta ordenação aparentemente incoerente os atores/atrizes poderiam ser o consciente tentando dar uma racionalidade aos personagens, que ao fugirem do espaço inconsciente, tentam apresentar um enredo racional? As interpretações podem divergir, mas continuam sendo olhares que se aproximam de um desenho de nuvens.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O INEVITÁVEL


Eu ia andando
pela calçada
com a sombra da minha sombra
na solidão paralela que me contorna.

Do outro lado da rua
- a outra margem -
o inevitável chegou
como ele sempre aparece - inevitável.

Sentamos os dois,
o inevitável e eu,
mão na mão, olho no olho,
nos reconhecendo - já somos velhos amigos.

foto: WEB

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011)